Para ti filho - Parte 1

Querido filho, escrevo-te esta carta do passado. Encontro-me no ano de 2010, e espero que possas ler isto quando estiveres perto dos 18, portanto, no máximo, lá para 2030. Vou-me referir a ti sempre no masculino para ser mais fácil, mesmo sabendo que poderás ser uma Leonor em vez de um Noah. Presentemente, o pai mede mais de 1,90 m e pesa 85 kgs de músculo arduamente exercitado, mesmo que as fotos mostrem um individuo gordo de estatura média (o widescreen está na moda). A mãe ainda não é tão rabugenta como virá a ser, mas já é um bocadinho. A avó Maria e o avô Nélson ainda dizem coisas com nexo, a avó Rosinha ainda não se caga na fralda e o avô Beto já não diz coisas com nexo. A tia Mara já gosta da pinga e a tia Catarina nesta altura já não era muito certa da cabeça. O tio Gonçalo ainda é pequeno, por isso, ainda todos esperamos que ele não entre no ramo da família, serralharia e trolhas. A prima Emina ainda não te avia porrada nos queixos porque ainda não existes. Tens duas bisavós vivas, e muita família em Portugal, mais da parte da tua mãe que do teu querido pai.

Continua...
publicado por Mário às 19:27 | link | partilhar