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Era madrugada, fria, escura. Ele, amante da noite, alimentava-se da maresia. Assim que escurecia, corria para a praia e lá vivia, lá pensava, lá madrugava, na madrugada, banhada por uma ondulação fria, som de água na areia, escuridão, luar, estrelas que se atropelam por um lugar no céu. Oh madrugada fria e escura que o fazes suspirar agora que vive de dia. Não troca um raiar de sol ao meio-dia nem o chilrear dum melro pelo tal espectro de sombra, vida na penumbra, fria e escura mas com cheiro e sabor a mar...

publicado por Mário às 19:04 | link | comentar | partilhar