L'étranger

Porque por vezes existem poemas do american prayer que me sonorizam os passos mais ou menos apressados, normalmente pouco espaçados, pelas ruas e vielas de uma escura cidade, presumível local de embarque e desembarque de tantas ideias, actualmente transformada em Torre de Babel da era pós-moderna. Em Antuérpia, tudo me é tão familiar mas ao mesmo tempo distante, como se houvesse uma barreira invisível e intrasponível entre o que vejo e o que quero ver. Consigo cheirar e saborear o quinto império mas, não lhe consigo tocar. Seria grave se ele fosse palpável, é ainda mais grave porque a premissa afirma que a sua existência é exclusivamente metafísica. O que leva alguém a querer tocar em algo irremediavelmente abstracto? Será aquele termo tão português, será o síndroma do estrangeiro ou apenas loucura não declarada?

 

People are strange when you're a stranger - Faces look ugly when you're alone - Women seem wicked when you're unwanted - Streets are uneven when you're down - When you're strange - Faces come out of the rain - When you're strange - No one remembers your name - When you're strange...

publicado por Mário às 00:21 | link | comentar | partilhar