Desafio literário

Nunca fui um leitor daqueles que têm um livro à cabeceira mas estou constantemente a ler "um livro". Pode demorar 3 dias, 3 semanas, 3 meses, mas leio-o. Se não gostar, à 3ª página atiro-o para a pilha. É no contexto do hábito de ler que, a Joana me propôs um desafio mas simples. Destacar os 3 livros que mais gostámos. Não foi difícil:

 

O Diário de Anne Frank de Anne Frank

 

 

O Diário de Anne Frank (em alemão: Das Tagebuch der Anne Frank. em holandês, a língua do diário original: HET ACHTERHUIS - Dagboekbrieven 14 juni 1942 - 1 augustus 1944. em inglês: The Diary of a Young Girl, como dizem no livro, ou The Diary of Anne Frank, como é no filme.) é um diário escrito por Anne Frank entre 12 de junho de 1942 a 1 de agosto de 1944 durante a Segunda Guerra Mundial.
Escondida com sua família e outros judeus em Amsterdam durante a ocupação Nazista na Holanda, Anne Frank com 13 anos de idade conta em seu diário a vida deste grupo de pessoas.
Em 4 de agosto de 1944, agentes da Gestapo detém todos os ocupantes que estavam escondidos em Amsterdam e levam-nos para vários campos de concentração. No mesmo dia da prisão dos pais de Anne, entregam o diário dela para o pai Otto Heinrich Frank. Anne Frank faleceu no campo de concentração Bergen-Belsen no fim de fevereiro de 1945.
Otto foi o único dos escondidos que sobreviveu no campo de concentração. Em 1947 o pai decide publicar o diário, como Anne desejava em vida. O diário está no Instituto Holandês para a Documentação da Guerra. O Fundo Anne Frank (na Suíça) ficou como herdeiro dos direitos da obra de Anne Frank. O pai Otto Heinrich Frank faleceu em 1980.
Na apresentação à primeira edição americana do diário, Eleanor Roosevelt descreveu-o como "um dos maiores e mais sábios comentários da guerra e seu impacto no ser humano que eu jamais lí". O Soviético escritor Ilya Ehrenburg mais tarde disse: "uma voz fala para seis milhões; a voz não de uma sálvia nem um poeta, mas de uma menininha costumeira." Hillary Rodham Clinton, em sua fala para o Elie Wiesel Humanitarian Award em 1994, lê o diário de Anne Frank e o relaciona com acontecimentos contemporâneos como em Sarajevo, Somália e Ruanda.
Depois que receber um prêmio humanitário da Fundação Anne Frank em 1994, Nelson Mandela chamou uma multidão em Johannesburgo, dizendo que ele tinha lido o diário de Anne Frank enquanto estava na prisão e que o "derivou muito estímulo." Sua luta contra o nazismo e o apartheid, explicando o paralelo entre as duas filosofias: "porque estas crenças são patentemente falsas, e porque eram, e sempre serão, desafiados por gente como Anne Frank, eles estão no limite do fracasso."

 

 

Ishmael de Daniel Quinn

 

 

The story begins with a newspaper ad: "Teacher seeks pupil, must have an earnest desire to save the world. Apply in person." A nameless character responds to the ad out of nostalgia and upon arriving at the address, finds himself in a room with a gorilla.
To the man's surprise he finds that the gorilla, Ishmael, can communicate telepathically. At first baffled by this, the man quickly learns the story of how the gorilla came to be this way and he accepts the gorilla, Ishmael, as his teacher. The novel continues from this point as a socratic dialogue between Ishmael and his student as they hash out what Ishmael refers to as "how things came to be this way" for mankind.
Ishmael's life, which began in the wild, was spent mostly in a zoo and a menagerie, and since had been spent in the gazebo of a man that extricated him from physical captivity. He tells his student that it was at the menagerie that he learned about human language and culture and began to think about things that he never would have pondered in the wild. Subsequently, Ishmael tells his student that the subject for this learning experience will be captivity, primarily the captivity of man under a civilizational system that forces him to exploit and destroy the world in order to live.

 

 

Comboio Nocturno para Lisboa de Pascal Mercier (pseudónimo de Peter Bieri)

 

 

Numa manhã chuvosa, uma mulher prepara-se para saltar de uma ponte, em Berna. Raimund convence-a a não fazê-lo, e consegue, mas depois a mulher desaparece. Tudo o que sabe é que é portuguesa. De tarde, entra numa livraria e, por acaso, descobre um livro de um autor português, Amadeu de Prado, que foi médico, poeta e resistente durante o salazarismo.
Raimund é, desde há muito tempo, professor de latim e grego, o que já o entusiasma tão pouco como o seu casamento, já em estado de desagregação.

Aprende português e, uma noite, mete-se num comboio para Lisboa, uma cidade que irá ser o local de todas as revelações: dos mistérios da vida humana, da coragem, do amor e da morte.

publicado por Mário às 18:27 | link | comentar | partilhar