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No último post fui mal interpretado. Não na caixa de comentários mas via SMS. Como não tenho saldo no telemóvel e só o poderei carregar quando chegar à Holanda, responderei por aqui:

 

Eu referi que "não se tratam de subtituições mas, de adições que colmatam o sentimento de perda".
Ou seja, não substituo o meu irmão pela enteada do meu pai, nem a minha familia por qualquer outra que me "adopte" nem tão pouco os velhos amigos pelos novos que tenho feito. Simplesmente uso estas novas experiências para me desligar um pouco do que deixei aí em baixo. Sendo que este "desligar" não significa esquecer mas, e apenas, não entrar em depressões saudosistas.

 

Sinto saudades mas não são avassaladoras, o que não quer dizer que daqui a umas semanas não as sinta dessa forma.
Devido às circunstâncias da minha vida (e da dos outros) nos últimos tempos, habituei-me a estar longe da minha mãe e do meu irmão (quando eles viveram nas Caldas cheguei a estar mês e meio sem os ver) do meu pai, dos meus tios e primos e inclusive, em tempo de aulas cheguei a passar semanas a fio privado dos meus amigos.

 

"Quando a aventura se transformar em rotina, talvez me canse disto. Até lá falamos."

Recebi um SMS quando aqui cheguei que falava sobre a sensação de novidade superar a ansiedade do desconhecido. É isso mesmo que tenho tentado fazer, para que esta experiência não se torne num duro fardo a carregar nem numa obrigação.

Sei que se perder demasiado tempo a pensar no que deixei para trás, as coisas começarão a correr mal...

publicado por Mário às 00:14 | link | partilhar