Fisioterapia, cirurgiões, homossexualidade, alteregos e souvenirs

Tenho levado com cada tareia... Ora é óleo, ora ultra-sons, ora ampolas, e tudo acompanhado de esfregas descomunais. Chego mesmo a pensar que existem fisioterapeutas que dariam excelentes padeiros, da mesma forma que, por trás de cada cirurgião (sexualmente não falando) está um talhante recalcado. Sexualmente falando não sei. Talvez estejam dois. E com isto não quero dizer que os cirurgiões levem nas nalgas. Como não conheço nenhum, parto do princípio que sim. E não penso o mesmo de todos os profissionais de saúde que não conheço. É uma cena fixa só com cirurgiões. Porquê? Porque são artistas do bisturi. E toda a gente sabe como é que se entra no mundo do espectáculo... De marcha-atrás!

 

Ó Mário, porra pá, credo cruzes canhoto, não gostas do Harry Potter, dos Coldplay e também és homofóbico?

Não, tenho medo de muita coisa, mas não de homossexuais. A menos que esteja todo nu atado a uma árvore. Aí sentirei, vá lá, respeito (que é uma coisa que o nosso povo diz sentir quando tem cagufa).

 

Mas Mário, estás a revelar-te um neanderthal retrógrado!

Mau. Quando o meu alterego liberal começa a chamar-me nomes, o meu alter-ego fodido-pra-azête passa-se da boneca.

 

É melhor passar à frente. Da última vez que os meus alter-egos se desentenderam, cortei a jugular com um corta-unhas do santuário de Fátima que, por acaso é um souvenir engraçado.

 

- Foste a Fátima?

- Fui.

- E o que me trouxeste?

- Um corta-unhas, Eduardo.

 

Para quem não percebeu, Eduardo era uma alusão ao Sr. Mãos de Tesoura. Odeio ter de explicar as piadas mas a hipótese de um burro esclarecido é melhor que a de um burro a apanhar bonés.

 

Onde é que eu ia? Ah! Fisioterapia...

Tem estado a ser giro. A menina não sei das quantas dá-me massagens vigorosas e, pelos exercícios que me manda praticar dá ideia de que gostava de me ver com sapatilhas e um tutu cor-de-rosinha. Alongamentos na tábua. Ai, que me rasgo.

De resto está tudo bem. A Laurinda faz vestidos por medida, o rapaz estuda nos computadores (dizem que é um emprego com saída). Ó não. O alter-ego viciado-em-karaoke...

publicado por Mário às 12:23 | link | comentar | partilhar