Mário into Potter stuff

Finalmente pude matar a minha curiosidade acerca do fenómeno Harry Potter. Até à semana passada, nunca tinha lido ou visto nenhum episódio da série, quer em livro, quer em filme. Sabia do que se tratava (tenho um irmão com 11 anos) mas, mesmo que não soubesse, o turbilhão mediático que surge de cada vez que a autora edita um novo livro da saga encarregar-se-ia de me explicar.

 

Já não compreendia o porquê da loucura à volta de "the Harry Potter stuff" e agora, depois de ter visto 5 filmes, continuo a não compreender. Na minha modesta opinião, são filmes para a pipoca, daqueles que se vêm num domingo à tarde de chuva, apenas para passar o tempo. Não lhes encontro as tais bem intencionadas mensagens camufladas. Aliás, a única coisa que encontro é: mais do mesmo.

 

O sentimento de perda familiar já tinha sido explorado por Hollywood nos filmes de acção dos anos 80. Não há filme do Steven Seagal ou do Jean-Claude Van Damme, em que o protagonista não queira vingar o pai, a mãe, a irmãzinha deficiente ou mesmo o periquito.

As criaturas e raças do mundo do Harry são uma reciclagem pouco inovadora da repetitiva literatura fantástica.

Segundo consta, o próprio Harry é uma cópia da descrição do protagonista da banda desenha "Livros da Magia" de Neil Gaiman que, por acaso, saiu na mesma altura em que J. K. Rowling começou a esboçar as aventuras de Harry Potter.

Um menino órfão na época vitoriana? Uma pista: "Please sir, can I have some more?".

Ah, e a cena do carro voador a passar pela lua... ET misturado com Regresso ao Futuro.

 

O problema não é haver referências. O problema é que são demasiadas. Mas talvez seja esse o truque para chegar à criançada. Já aqui ao Mário... Tenho pena.

publicado por Mário às 23:12 | link | comentar | partilhar