Um Sábado no mato

A caminhada de ontem pelo Shire palmelense revelou-se num acto libertador. 

Se houver algo neste mundo mais agradável que a maresia, será com toda a certeza o cheiro do campo. Mas da maresia estou eu farto. Venham árvores.


O grupo junto aos moinhos

Se bem que o nível de dificuldade estava definido como "de acessibilidade fácil" sentia-me apreensivo em relação ao caminho traçado. Não queria, de modo algum, gastar um dia de descanso num passeio pelas trevas, com direito a sangue, suor e lágrimas. Para meu bem, tudo aconteceu num ritmo calmo, com tempo para fotografias e palermices. Claro que, à partida, quando passeamos pela serra não podemos esperar trilhos muito planos. A beleza da coisa é que aquilo é a subir, ou a descer.
A paisagem, bela. É um crime viver tão perto, e não desfrutar daquilo mais vezes.


O meu grito do Ipiranga

Depois do passeio, almocei com parte do grupo na casa da Sonya,  e fomos descansar para o jardim nos arrabaldes do castelo, também conhecido por esplanada. Nisto, o Paulo, que é uma espécie de guia/botânico/eremita e acima de tudo, um tipo extremamente simpático, lembra-se de nos mostrar as "areias amarelas".
As "areias amarelas" são galerias arenosas debruçadas sobre a falésia de 200 metros de altitude, onde se podem encontrar conchas de moluscos bivalves, devido à sua exposição e consequente erosão. É absolutamente surreal. O momento alto do dia, mas também o mais perigoso. Para lá chegarmos, tivemos de escalar umas dezenas de metros por rocha escarpada, com uma inclinação que a minha experiência em ler desenho isométrico indica como, entre 60º a 70º. Senti-me um herói!


Vista das Areias Amarelas. Setúbal no canto superior esquerdo.

publicado por Mário às 20:01 | link | comentar | partilhar