Cercado pela plebe

Na sexta-feira não consegui o autógrafo do Christopher Lee. O André ficou por Lisboa, e não tive mais ninguém para me acompanhar nessa demanda quase impossível. Contentei-me com a rotina do costume. O tal fenómeno de beber uma aqui, outra ali, e outra acolá, e, chegar ao fim da noite bêbedo, teso, com os pés cobertos de suor amanteigado. 

Ao chegar a casa, fiz o caminho mais curto para a cama, e quando me preparava para descansar, oiço um órgão de casamentos e baptizados, e uma voz tão melódica que se me arrepelavam as entranhas. Na manhã seguinte, e por intermédio da senhora da pastelaria vim a saber que era a música ao vivo de Júlio Duarte. Pois, é o que dá morar no centro da cidade. Arraiais dos santos populares a dois passos da janela.  Mas, quem é o Júlio Duarte?
Também não sei. Posso apenas adiantar que, para a música, não tem jeitinho nenhum. Júlio, se estiveres a ler isto, estão a pedir no Correio da Manhã soldadores para a Holanda. Vai homem, sem olhar para trás.
No entanto fiquei com a ideia que a tal senhora da pastelaria pensou que eu era um entusiasta de bailaricos, tal não foi a maneira repentina com que me ofereceu um panfleto.
"S. Julião em Festa!" é o nome do arraial. "De dia 7 de Junho a 1 de Julho", aqui iam-me caindo os parentes. Tenho de levar com estas vozes do Hades até ao mês que vem. Os cabeças de cartaz são:
Quim Barreiros, Cidália Moreira, Diapasão (que estão a tocar neste momento, e eu, amaldiçoado a ouvi-los), Adiafa, Alex (Mister Gay) e o Luís Portela. 
Podem portanto esperar, muita quantidade de posts mal dispostos com referência a pensamentos homicidas.

PS: A escassos 500 metros desfilam as marchas populares.

publicado por Mário às 01:07 | link | comentar | partilhar