Viagem à Escócia - Parte 2/5

Chegados a Edinburgh, apanhámos logo um agente fronteiriço mal humorado que implicou com os nossos bilhetes de identidade portugueses (excepto com o do Enis que é belga). Queria passaportes ou BI's magnéticos para não ter trabalho a inserir dados no computador. Ficámos com uma primeira má impressão dos escoceses. E não podíamos estar mais enganados, afinal de contas de germânicos só têm a língua. Os escoceses descendem dos Escotos e dos Pictos. Escotos eram os gaélicos da Irlanda e os Pictos originários da Península Ibérica. Talvez por isso sejam um povo muito mais bem disposto e menos frio que os vizinhos do continente. Simpáticos e prestáveis, sempre com um sorriso, ao contrário dos belgas que olham para os estrangeiros como uma praga, especialmente se formos parecidos com os marroquinos.
Saídos do aeroporto e depois de termos percorrido o caminho até à Waverley Bridge de autocarro peguei no mapa, e FOLLOW ME GUYS. Tinha planeado o caminho previamente através do Google Maps, e depois de 10 minutos a pé, lá encontrámos o excelentemente bem localizado Ballantrae Hotel. Largámos as malas, tomámos banho e fomos em busca de comida. Estávamos esfomeados. Por uma questão de rapidez e por ainda não estarmos acostumados à libra estrelina e ao seu valor em euros, o McDonalds que encontrámos pareceu-nos o sítio ideal. O Carlos que o diga. Conhecido dentro do grupo por ser o mais magro e que come mais. Mas quando digo mais, é mesmo muito, do género: 6 hambúrgueres em 15 minutos.



Zé Carlos no McDonalds armado em betoneira

Saídos dali, rumámos em direcção à Old Town (o centro de Edinburgh é composto pela Old Town, onde encontramos tudo o que é turístico, e a New Town, onde se situa a zona comercial, a meio existe a tal Waverley Bridge). O frio que se fazia sentir era em tudo diferente do que estamos habituados, muito mais parecido ao português devido aos 7 graus positivos numa zona bastante acidentada (ao contrário dos graus negativos que se sentem neste país abaixo do nível do mar), muito vento, até cortava a pele. Tirámos algumas fotografias, e entrámos num tradicional pub escocês, situado numa cave e no interior de um Close (travessa com pouco mais de um metro de largura "recortada" entre edifícios).



1. Joana Ferraz numa cabine telefónica vermelha
2. Enis Mujakovic, Carlos Pereira e Mário Lopes no Jolly Judge Close
3. Pub Jolly Judge situado na cave


No Jolly Judge bebemos cada um o seu Hot Toddy, bebida quente, composta por um licor escocês, whisky, limão e mel. As meninas não gostaram muito, mas o efeito foi sentido, aqueceu-nos a todos.
Dali, voltámos à New Town, e depois de passearmos pela Rose Street, decidimos entrar no TigerLilly. Um bar mais cosmopolita, frequentado por Yuppies com classe. Workaholics que levam o portátil para o bar, elegantemente vestidos. Lá bebi o melhor mojito da minha vida, ainda por cima a metade do preço, só naquele dia.



Mara, Catarina e Joana com os seus mojitos

Depois disto, passámos pelo Maxim Casino, mesmo em frente ao nosso hotel, onde tive o prazer de perder dinheiro entre as slots machines e o poker de mesa. O primeiro dia estava acabado e o cansaço era mais que muito. Decidimos então voltar ao hotel e descansar porque o dia seguinte começava por volta das 8, e teríamos de o aproveitar ao máximo.

(continua)
publicado por Mário às 13:07 | link | comentar | partilhar