Sexta-feira, 26.11.10

Blitzkrieg em várias frentes

Depois do abcesso no cóccix, eis que chega o abcesso na boca, mais precisamente num molar que de vez em quando se arma em campeão, tentando inflingir-me dor, como se a nossa relação dependesse disso. Molar, assinaste a tua sentença de morte, és portanto um dente a prazo. Como se não bastasse ter um buraco aberto nas costas que teima em não fechar, e dores de dentes tão agudas que me levam a questionar a minha presença no mundo, eis que surge uma alergia, num sítio (mais uma vez) peculiar. A razão é simples, nunca me dei bem com roupa interior de algodão. Sou contemporâneo do pollyester e de fibras chinesas e por isso a minha pele transforma-se em borbulhame encarnado quando em contacto com tecidos feitos à base de plantas das margens do Mississipi. Contudo, desde que fui operado que, tenho enfermeiras duas vezes por dia a trocarem-me o penso, e por vezes este deixa passar algum do betadine aplicado, portanto, costumo usar calças de pijama directamente em contacto com a fruta, calças essas que são de algodão e/ou flanela. Ao fim de quase um mês, a dita irritou-se e agora apresenta-se muito vermelha e dorida. Por fim, desconfia-se que mesmo ao lado do buraco que tenho nas costas esteja a crescer outro abcesso e que é bem provável que tenha de haver uma nova intervenção cirúrgica. É por tudo isto que hoje declaro-me oficialmente um doente a sério, cujas doenças são como a Wehrmacht do Hitler: Blitzkriegs em várias frentes.

publicado por Mário às 07:46 | link | comentar | partilhar
Domingo, 14.11.10

Reflexão sobre o emigrante português

Se há coisa de que não gosto é de emigras. Quando vivia em Portugal não tinha aversão ao meu povo (como é óbvio), mas agora noto uma espécie de alergia, tipo urticária quando oiço falar em emigrantes do meu país. Exceptuando os membros da minha família e um ou outro amigo, o resto é lixo. E se aí na motherland já é difícil definir o estereótipo do português, aqui ainda é bem possível. Nem precisam falar. Percebe-se pela pinta. Parece que antes de passarem a fronteira são todos metidos em quarentena num campo de concentração onde são submetidos a três processos distintos entre si. O primeiro consiste em treinarem um sotaque do interior. O segundo são injecções de chico-espertismo e o terceiro, presumo que seja enfiá-los numa máquina do tempo para o fim dos anos 80 (época que coincide com o expoente máximo do mau gosto). O resultado são indivíduos que bebem Sagres como se não houvesse amanhã e, a quem lhes basta dar um fogareiro, entremeadas e banda sonora do Quim Barreiros para serem felizes enquanto se gabam que são os maiores.

publicado por Mário às 07:49 | link | comentar | partilhar
Sexta-feira, 12.11.10

Pronto, esclarecido!

Porque razão a azeitona é (supostamente) prejudicial à saúde e o azeite - que é basicamente azeitona esmagada - é uma gordura saudável? Nunca percebi e hoje decidi pegar no amigo Google e desfazer este mito. Pois bem, meus amigos, amantes de azeitona e azeite e alentejanices desse calibre: o único aspecto negativo do fruto da oliveira encontra-se no seu método de conservação. O sódio, que advém das salmouras em que se conservam. Portanto, toca a evitar azeitona de lata. Pode-se optar por comprá-las “naturais” e fazer a conserva em casa (como a minha avó). Aí já podemos definir a quantidade de sal a nosso gosto. Foda-se, isto foi mesmo um post cor-de-rosa. No próximo irei falar da nova colecção dos vernizes Chanel.

publicado por Mário às 07:48 | link | comentar | partilhar
Segunda-feira, 08.11.10

Day, rainy day!

(Para ser lido a cantar como “Lay, lady lay” do Dylan). Hoje fiquei por casa. Está a chover a potes de forma contínua desde que acordei e, quando assim é, não se trabalha (mas o dia é pago, ainda que não na totalidade, e tardiamente por uma outra entidade). Ainda assim tive de acordar à mesma hora do costume (5:45) e ir até ao local de trabalho para, depois voltar pelo mesmo caminho. Ao voltar, meti-me no autocarro em direcção a Mechelen que estava apinhado de miúdos. Schoolvakantiedagen, voltem, estão perdoados. Era tão mais fácil quando a criançada ficava em casa e não me obstruía o caminho com headphones, bonés, mochilas de 70 lt, e sweat-shirts à cintura. Depois mexem-se muito. É agora a parte em que digo: “mas pronto, também já fui assim”. E fui mesmo e não foi assim há tanto tempo. Há 10 anos atrás era rapazinho para chapinhar nas poças e chegar a casa com os pés todos encharcados mas feliz, hoje evito-as e depois dá nisto, posts ressabiados.
publicado por Mário às 22:15 | link | comentar | partilhar
Quinta-feira, 04.11.10

1ª Ecografia

Our baby (Ecography) from Mario Lopes on Vimeo.

 

Filmei esta ecografia com a máquina fotográfica, daí a qualidade fantástica. Mas não interessa, porque mesmo assim quase que lhe consigo ver a carinha…

publicado por Mário às 07:51 | link | comentar | partilhar

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