Quarta-feira, 27.01.10

Viagem à Escócia - Parte 3/5

Acordámos bem cedinho e, depois do pequeno almoço no Ballantrae subimos a St. Andrews Street em direcção à Old Town. Pelo caminho admirámos o grandioso Council Building e o gótico City Pass. Tirámos algumas fotografias no East Princess Street Garden e decidimos tomar o caminho mais difícil para a Royal Mile através da Advocate Close.



Council Building





City Pass





Mário e Joana no East Princess Street Garden, com a Old Town como fundo



Fotografia de grupo gentilmente tirada por um transeunte antes da subida de mais de duas centenas de degraus até à Royal Mile

Depois subimos a Castle Hill, tirámos algumas fotos na Esplanade e entrámos pela porta principal do castelo, onde se podia ler a insígnia "Nemo me impune lacessit" do latim "Ninguém me fere impunemente", mote do extinto Reino da Escócia usado em tempos no seu brasão de armas. Para acedermos ao castelo propriamente dito tivemos de desembolsar 11 pounds (cerca de 12,5 euros) por pessoa, preço justo pois o ex-libris da Escócia, monumento mais visitado pelos turistas naquele país, tem diversos museus e galerias cujo preço está incluído no da entrada. Não entrámos em todos pois o tempo era escasso mas, não podíamos deixar de visitar o National War Museum, com a história bélica do país desde a era tribal até aos recentes conflitos no Médio-Oriente. Vimos, ainda hoje numa posição estratégica defensiva a Argyle Battery, uma colecção antiga de canhões de pólvora debruçados sobre a cidade, apontados à baía de Edinburgh e, a One O'clock Gun, um canhão que é disparado todos os dias às 13 horas desde 1846 (o actual é uma anti-aérea de 105mm). Visitámos a St. Margaret's Chapel, construída em 1130 por David I numa homenagem à sua mãe, a Rainha Santa Margarida e logo em frente, o Mon's Meg. Um canhão de 6 toneladas, cuja construção foi levada a cabo em Mons (Bélgica), tendo feito parte duma oferenda por parte do Duque Phillip da Burgundy em 1449. Não menos curioso é o cemitério dos cães militares, reservado aos cães mais famosos do exército cujos feitos heróicos transformaram-nos em autênticas celebridades.



Dentro do castelo. Governor House à esquerda, ao fundo pela rua abaixo, o National War Museum.



Argyle Battery e a anti-aérea à direita, ao fundo



Barracks



Bandeira Nazi, capturada pelo exército britânico durante a 2ª Guerra Mundial (National War Museum)



Mons Meg




Carlos, Enis e Mário em pose Backstreet Boys



South Edinburgh

Depois da culturalmente rica visita ao castelo, descemos de novo até à Royal Mile, desta vez para almoçar...

(continua)
publicado por Mário às 00:59 | link | comentar | ver comentários (2) | partilhar
Terça-feira, 26.01.10

Viagem à Escócia - Parte 2/5

Chegados a Edinburgh, apanhámos logo um agente fronteiriço mal humorado que implicou com os nossos bilhetes de identidade portugueses (excepto com o do Enis que é belga). Queria passaportes ou BI's magnéticos para não ter trabalho a inserir dados no computador. Ficámos com uma primeira má impressão dos escoceses. E não podíamos estar mais enganados, afinal de contas de germânicos só têm a língua. Os escoceses descendem dos Escotos e dos Pictos. Escotos eram os gaélicos da Irlanda e os Pictos originários da Península Ibérica. Talvez por isso sejam um povo muito mais bem disposto e menos frio que os vizinhos do continente. Simpáticos e prestáveis, sempre com um sorriso, ao contrário dos belgas que olham para os estrangeiros como uma praga, especialmente se formos parecidos com os marroquinos.
Saídos do aeroporto e depois de termos percorrido o caminho até à Waverley Bridge de autocarro peguei no mapa, e FOLLOW ME GUYS. Tinha planeado o caminho previamente através do Google Maps, e depois de 10 minutos a pé, lá encontrámos o excelentemente bem localizado Ballantrae Hotel. Largámos as malas, tomámos banho e fomos em busca de comida. Estávamos esfomeados. Por uma questão de rapidez e por ainda não estarmos acostumados à libra estrelina e ao seu valor em euros, o McDonalds que encontrámos pareceu-nos o sítio ideal. O Carlos que o diga. Conhecido dentro do grupo por ser o mais magro e que come mais. Mas quando digo mais, é mesmo muito, do género: 6 hambúrgueres em 15 minutos.



Zé Carlos no McDonalds armado em betoneira

Saídos dali, rumámos em direcção à Old Town (o centro de Edinburgh é composto pela Old Town, onde encontramos tudo o que é turístico, e a New Town, onde se situa a zona comercial, a meio existe a tal Waverley Bridge). O frio que se fazia sentir era em tudo diferente do que estamos habituados, muito mais parecido ao português devido aos 7 graus positivos numa zona bastante acidentada (ao contrário dos graus negativos que se sentem neste país abaixo do nível do mar), muito vento, até cortava a pele. Tirámos algumas fotografias, e entrámos num tradicional pub escocês, situado numa cave e no interior de um Close (travessa com pouco mais de um metro de largura "recortada" entre edifícios).



1. Joana Ferraz numa cabine telefónica vermelha
2. Enis Mujakovic, Carlos Pereira e Mário Lopes no Jolly Judge Close
3. Pub Jolly Judge situado na cave


No Jolly Judge bebemos cada um o seu Hot Toddy, bebida quente, composta por um licor escocês, whisky, limão e mel. As meninas não gostaram muito, mas o efeito foi sentido, aqueceu-nos a todos.
Dali, voltámos à New Town, e depois de passearmos pela Rose Street, decidimos entrar no TigerLilly. Um bar mais cosmopolita, frequentado por Yuppies com classe. Workaholics que levam o portátil para o bar, elegantemente vestidos. Lá bebi o melhor mojito da minha vida, ainda por cima a metade do preço, só naquele dia.



Mara, Catarina e Joana com os seus mojitos

Depois disto, passámos pelo Maxim Casino, mesmo em frente ao nosso hotel, onde tive o prazer de perder dinheiro entre as slots machines e o poker de mesa. O primeiro dia estava acabado e o cansaço era mais que muito. Decidimos então voltar ao hotel e descansar porque o dia seguinte começava por volta das 8, e teríamos de o aproveitar ao máximo.

(continua)
publicado por Mário às 13:07 | link | comentar | ver comentários (2) | partilhar
Segunda-feira, 25.01.10

Viagem à Escócia - Parte 1/5

E lá fomos nós para a Escócia (eu e a Joana, as suas irmãs e respectivos namorados) numa espécie de fim-de-semana prolongado. A viagem estava marcada há uns meses, sendo um dos meus destinos turísticos de sonho e, curiosamente, da Joana também.
Tal como planeado, partimos de Mechelen bem cedinho e viajámos perto de duas horas de comboio até Charleroi na Wallonie. Lá, tomámos um café no centro e tivemos oportunidade de ver a maior quantidade de gente estranha por metro quadrado existente à face da terra. Assim é a parte francesa da Bélgica. Escura, suja e feia. Depois da curta viagem de autocarro até ao aeroporto, esperámos um par de horas para embarcar et voilá. I'm not virgin anymore!!! - gritava o Enis dentro do avião. Foi a primeira vez que voou (devido ao pânico que sempre sentiu em relação à ideia).



Enis Mujakovic, à saída do avião em Edinburgh

(continua)
publicado por Mário às 18:24 | link | comentar | ver comentários (2) | partilhar
Quarta-feira, 20.01.10

Edinburgh, já amanhã!



Amanhã lá vamos nós rumo à terra do William Wallace e do outro William, o Lawsons. Partimos pela fresquinha de mochila às costas pois até ao aeroporto de Charleroi ainda nos espera o comboio e um autocarro. Quando voltarmos (sábado à noite) com certeza que traremos algumas histórias para contar e carradas de fotografias. Até lá: NO RULES, GREAT SCOTCH!!!
publicado por Mário às 18:44 | link | comentar | ver comentários (2) | partilhar
Segunda-feira, 18.01.10

As frases do dia #3 por António Fernando

Não vão ser os casamentos (gay) que vão levar Portugal para a frente porque para mim isso é uma doença psicopata.
Por isso mesmo eu sou contra os casamentos (gay) porque essa doença é tratada por psicologos e orientadores da nossa vida sexual.
Se o Governo portugues se preocupa-se mais com a educação portugal não teria chegado a este conflito do é e não é do ser e não ser.

Doença psicopata, tratada por psicólogos e orientadores da vida sexual... Então se calhar o melhor era mandar essa gente toda para sanatórios. Faço ideia aquele recreio. Tudo a brincar às passagens de modelos com Elton John no mp3...
Este senhor ao qual recuso fazer publicidade com um link para o seu blog, consegue fazer despertar os meus instintos mais Lecterianos. Tipo abrir-lhe a cabeça com uma chave de fenda, e despejar ácido muriático pelo furinho.
publicado por Mário às 21:53 | link | comentar | ver comentários (8) | partilhar

Gosto das Cores

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Antwerpen, Bélgica
publicado por Mário às 11:36 | link | comentar | ver comentários (7) | partilhar
Domingo, 17.01.10

As frases do dia #2

Por isso ser (gay) não é normal é tentar ser mais esperto que o cidadão normal.
Se os casamentos (gay) forem aprovados na minha opinião a pornografia vai ser livre e vai destruir os bens morais que os pais ensinaram aos seus filhos.
Ainda por cima querem fazer adopção de crianças é caso para se dizer vai começar uma nova forma de pedofilia.

Este homem é um viveiro de pérolas. Uma ostra gigante.
publicado por Mário às 13:21 | link | comentar | partilhar
Sexta-feira, 15.01.10

Recolocação

A partir de agora, tudo o que tenha ver com a aprendizagem de holandês poderá ser encontrado no menu em cima em "Aprender holandês online", estando já disponível uma lista de recursos úteis e gratuitos assim como os dois posts que escrevi anteriormente acerca do assunto. Isto para não condensar demasiado a generalidade do blog neste meu assunto emergente.
publicado por Mário às 17:22 | link | comentar | partilhar

Acerca da língua holandesa

Parece que afinal já há alguém a fazer o trabalho que eu tencionava disponibilizar ao nível da interactividade da aprendizagem do nederlands. O seu nome é Daniel Duclos e tem no seu blog, não só links para óptimas ferramentas para a iniciação da língua como também um autêntico guia de sobrevivência (ok, mais vivência) para visitantes à Holanda, Amsterdam em particular.


Ontem testei uma das suas sugestões, o Taalklas.nl e as coisas ficaram mesmo cá dentro sem ter sido necessário um estudo intensivo. Segredo? O excelente uso da multimédia por parte do "curso" já que temos acesso a som e imagem numa série de exercícios de repetição catalogados em diversos temas. É de salientar que, a maior parte dos recursos online disponíveis ensinam-te o nederlands que se fala na Holanda e, no meu caso em particular, quero aprender o dialecto da Vlaams, Bélgica. Para isso dá jeito que uma pessoa fluente no dialecto nos possa corrigir o sotaque holandês e explicar como se diz nesta zona da Bélgica. As diferenças escritas são quase nulas mas ao nível da articulação das palavras as coisas mudam um pouco. O caso mais flagrante está na letra R, já que os holandeses dizem-no de forma parecida aos alemães, e os belgas tal como nós. Por exemplo:


- trap significa escada. Em holandês lê-se tRRap, com o tal arranhar de garganta com que dizemos caRRo mas, os belgas, dizem tRap como nós dizemos caRoço.


- huis significa casa. Em holandês lê-se hAUS com a boca bem aberta, similar ao inglês (hOUse) mas, os belgas, dizem, com a boca mais fechada formando um círculo nos lábios, parecido à entoação que os ingleses dão ao U na palavra bUs.


Estas são as diferenças mais flagrantes que notei ontem, claro que com o tempo aparecerão outras. Lembro-me que, quando trabalhava em Eindhoven (Holanda) e disse a um colega holandês que queria aprender nederlands porque tinha família na região de Antwerpen (Bélgica) ele respondeu-me:


- Mário, isso não é bem nederlands. É um dialecto muito esquisito. Muitas vezes nem eles nos percebem, nem nós a eles...


A Joana diz-me o mesmo. E é estranho porque estamos a pouquinhos kms da fronteira. Não é uma distância atlântica como a que separa Portugal do Brasil, mas ainda assim, as diferenças são bastante assinaláveis.


Recursos:


- Pronunciar em holandês: Acapela Text to Speech


- Escrita e som: Digital Dialects


- Lições: Taalklas


- Dicionário holandês-holandês: Van Dale

publicado por Mário às 11:47 | link | comentar | partilhar
Quinta-feira, 14.01.10

As frases do dia

Tive várias pessoas que pensavam que eu era o Mario, mas eu nada tenho a ver com isso. (...) Se tenho um motor de busca foi porque o meu nome e data cuincidem com o meta. Por isso consegui por mérito próprio um sobre nome e isso agradeço e muito há rede de pesquisas da google. (...) Todos os meses paga para ter a internet se quero ter o meu site activo por isso eu disse que o blogue da jo é mafioso porque o é.

Conseguem perceber alguma coisa? Pois, eu também tenho dificuldade. Mas passo a explicar o pouco que percebo:
Havia um leitor do blog da Joana, que comentava todos os seus posts (com pouca coerência é certo) excepto aqueles em que ela falava de mim ou de alguma coisa relacionada connosco. Começámos a reparar num padrão. Depois houve um dia em que lhe respondi com uma piada qualquer em tom irónico, pensando que, o humor iria ser captado do outro lado. Enganei-me.
A partir daí essa pessoa deixou de comentar e agora criou um mundo paranóico só dele, onde eu sou o seu arqui-inimigo número um e onde a Joana é a sua princesa encantada que foi puxada para o lado do mal (eu, pois claro). Dito isto, sou o Príncipe das Trevas e até curto. Pensava que já não haviam muitos malucos com o vício dos blogs, pero que los hay, los hay!
publicado por Mário às 15:11 | link | comentar | ver comentários (4) | partilhar

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