Sábado, 26.04.08

O dia em que salvei o país

Foi há uns anos, numa visita de estudo à Assembleia da República que, eu e um amigo salvámos a plateia de deputados de um atentado terrorista.

 

Quando chegámos ao edifício, aquilo estava em obras. Boa, bestial, fantástico. A fachada cheia de andaimes e nós, pequenos seres idealizadores totalmente desconsolados.
À entrada, somos submetidos ao Piiiii do detector de metais, a revistas criteriosas e inclusive, tivemos de deixar as mochilas com os lanchinhos em cacifos.
Assistimos da varanda a uma sessão matinal, com muitas cadeiras vazias, muitos Solitários Spiders nos portáteis, muitos bocejos e um Louçã a tentar defender o indefensável.
Nisto, numa súbita vontade de libertar coisas feias, convido o Salgas a acompanhar-me ao Cagatório da República. Sim, eu sou pessoa para cagar em qualquer lado. Aliás, sempre que vou a um grande centro comercial gosto de enviar o meu fax e, se o WC tiver música clássica ambiente melhor. Torna todo o acto num momento épico, uma viagem metafísica de um cagalhão , quiçá. Para além disso, na altura, tínhamos uma espécie de pacto: o de defecar em conjunto. Lembro-me que, noutra situação na Pousada da Juventude do Porto chegámos a ser 4 a fazê-lo ao mesmo tempo. Aí ganhou o Pedro Cristóvão. O plockkk " não engana.
Voltando ao WC da Assembleia, fizemos o que tínhamos a fazer, lavámos as mãos como todos os meninos de bem, contemplámos os belos acabamentos da divisão e, fez-se luz!
"O que será que está guardado atrás das portas do armário do lavatório?" pensou um de nós (não me lembro quem)...
Abrimos o belo do armário e, tal não é o espanto quando nos deparamos com UMA FACA!
Daquelas de cozinha, talvez utilizada pela senhora da limpeza para raspar qualquer coisa ou... Talvez escondida ali para uma posterior degolação, quem sabe, da doutora Odete Santos.
Era a nossa grande oportunidade de mostrarmos serviço em prol da pátria. 
As gerações dos nossos pais foram ao "Ultramar", alguns mais antigos estiveram nas Legiões Francesas, e nós nada? Queríamos uma medalha de mérito e um diploma na parede. "A faca" podia dar-nos tudo isso e muito mais (por "muito mais" entenda-se miúdas promíscuas).
Pegámos no pequeno e mortífero objecto cortante, enchemos os peitos de ar e fomos ao encontro de um polícia que patrulhava o corredor:
- Senhor guarda!!! Olhe o que nós achámos na casa-de-banho : 
- Uma faca!
- Das que cortam!
Ao que o senhor guarda respondeu com desdém:
- Ah, ok. Dá cá.
A seguir veio a desilusão. Imaginámos outra coisa.
Uma subida ao palanque, talvez. Um discurso perante a nossa turma na varanda, com o Pedro Cristóvão a pensar: "Mas... eles não tinham ido cagar ?". Algo assim. E claro, as medalhas, o diploma e as miúdas promíscuas. Nada disso aconteceu. Restou-nos a glória pessoal, a de que por um dia, fomos heróis.
(E agora reparem no elo de ligação com o feriado de ontem) Também, há 34 anos um punhado de capitães teve a sua quota parte de heroísmo. A diferença é que, não sentaram as nalgas numa sanita do parlamento.

publicado por Mário às 20:13 | link | comentar | partilhar
Segunda-feira, 21.04.08

Back to the primitive

 Hoje, enquanto estava na casa de uma das minhas avós, lembrei-me de lhe vasculhar as gavetas, em busca de fotografias minhas de quando era pequeno. Isto porque, há uns dias tive um pensamento pertinente...

Com o divórcio dos meus pais e a consequente fragmentação da família, todos os meus registos fotográficos antigos dispersaram-se. É como se tivesse um passado perdido, algures espalhado pelo presente dos outros.
Assim sendo, é minha atenção reunir todo esse material nos próximos meses.

Como na altura em que vasculhava as gavetas tinha a Kodak comigo, tirei fotografias a algumas das... fotografias:



Aqui apresento-me num traje descontraído, sentado no edredon da Barbie da minha prima. Toda a minha atenção é direccionada para aquela estranha figura de cetim laranja.
Deveria ter uns meses valentes...




Nesta, já possuia uma farta cabeleira mais à imagem da que tenho agora, se bem que, hoje sou muito menos Michael J. Fox e mais Jesus Cristo. 
Aquela era a cama na qual me recusava a dormir. Lembro-me de ter medo do escuro e de berrar que nem um bebé até relativamente tarde, e falo em anos, não em horas. 
Mas aqui estava bem disposto. Demasiado até.




Não me orgulho nada daquele outfit mas, estava com uma pose do caneco...




AHHHHHHHHHHHHHHHHHHH! (Só funcionava se tivessem lido o post devagarinho com recurso ao scroll do rato)!

publicado por Mário às 20:12 | link | comentar | partilhar
Domingo, 06.04.08

A semana dos portugueses

No suplemento Única do Expresso de 29/03, o artigo principal é dedicado à "Semana dos Portugueses" em Lloret de Mar, o destino da moda no que toca a viagens de finalistas do ensino secundário. 
Há cerca de 4 ou 5 anos, também eu embarquei nessa semana louca a Lloret , ora pois então... Na altura, autodestruir-me em 5 dias fazia todo o sentido e, não releguei essa função a terceiros. Um dos episódios mais interessantes de que me recordo, foi, quando numa tarde em que ainda acordei bêbedo da madrugada anterior, bebi meia garrafa de whisky sem comida no estômago e dirigi-me a uma sala de jogos. Como se já não tivesse sido parvo por tudo isto, decidi competir com uns alemães na máquina dos socos. Ganhei, mas em vez de socar o alvo almofadado, acertei na barra metálica, tal não era a distorção da realidade que ia nesta cabeça. Resultado: três dedos esfrangalhados e uma ligadura ao peito.
Outro igualmente giro, foi quando as minhas companheiras de quarto saíram e levaram a chave, e eu, tive de saltar de varanda em varanda num 10º andar.
Mais um, foi quando roubámos/desviámos uma bola de futebol numa loja de marroquinos de forma espectacular, sublinho, espectacular. Parecia um spot da Nike, com um grande grupo de pessoas a dar ligeiros toques no esférico em direcção à porta e o último, a pontapeá-la com força para longe.
 

Estes apontamentos não visam desculpabilizar os magotes de putos que, durante aquela semana se embebedam à parva, ultrapassam os limites da lei e acham que, por consumirem estupefacientes são os maiores lá da aldeia. É só para verem que gente extremamente inteligente, bela, sensual ("e humilde!!!" - grita o senhor lá ao fundo) também já cometeu os seus actos de loucura. 

publicado por Mário às 20:10 | link | comentar | partilhar
Quarta-feira, 02.04.08

Dasss

Já entalaram alguma vez as mãos numa porta de um carro? Não é fantástico?

Hoje à tarde senti-me a "pártenér" de um qualquer David Copperfield série B... 
A palma da mão fora da viatura e os dedinhos a mexer no lado de dentro. Fabuloso. E aquilo não dói tanto como pensava. Os dedos ficaram vincados e inchados, é certo, ainda agora não os posso dobrar, é certo, fez sangue, é certo, mas porra, o meu imaginário "gore" sempre idealizou uma cena destas como uma guilhotina medieval. Errei.
Mais doloroso, foi quando a mãe do André - aqui há uns anos - arrancou com a viatura ainda antes de eu ter entrado totalmente. Melhor, só tinha uma perna lá dentro e fui a arrastar-me com o resto do corpo durante uns 100 metros. Não fosse o meu olímpico jeito para o car-skating, e ainda hoje estaria o André de cu para o ar a juntar pedaços do Mário.
É por isto que os meus meios de locomoção favoritos são o par de 45's que Deus me deu e, em último caso, o autocarro. Se bem que já ia partindo a cremalheira num acidente à la pata. Mãos nos bolsos... Nunca caminhem de mãos nos bolsos!

publicado por Mário às 20:09 | link | comentar | partilhar

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