Negligenciex

Por vezes dou por mim a pensar que vivo numa aldeia. Se em Portugal há muita coisa a funcionar mal ou a simplesmente não funcionar, por aqui funciona tudo de forma muito facilitada.
Na segunda-feira chegou uma encomenda oriunda de uma loja de bebés, encomenda essa que tinha sido previamente paga via Web. Quando abri a porta ao estafeta ele perguntou-me se eu era o Mário Lopes. À minha resposta afirmativa, entregou-me a caixa e foi-se embora. Nem uma assinatura, nada. Se ele por acaso se tivesse enganado na porta, qualquer pessoa fazendo-se passar por mim teria ficado com uma encomenda de 40 euros e eu, a arder. Isto leva-me para outra situação passado há mais de um ano onde quem ficou a perder foi uma célebre empresa de artigos em chocolate. Foi nas vésperas de fazermos um ano de namoro que encomendei um chocolat-telegram, ou seja, uma mensagem que eu escrevi "esculpida" em chocolate. Fiz a compra online mas não me foi exigido pagamento. Quando o artigo chegou aos correios, levantei-o e mais uma vez ninguém me pediu dinheiro. Até hoje.
Em Dezembro último, e depois do meu cartão de débito ter deixado de funcionar, dirigi-me ao balcão do meu banco para requisitar um novo cartão e levantar dinheiro para ter comigo até à chegada deste. Para isso só tive de assinar um papel. Na altura até escrevi sobre isso.
Portanto, tudo leva a crer que os serviços postais e financeiros da Bélgica funcionam segundo um simplex a que eu carinhosamente chamo negligenciex.

publicado por Mário às 10:10 | link | comentar | partilhar