Reis de Portugal


Volvidos 100 anos sobre a instauração da república, Portugal ainda é um país essencialmente monárquico e, tudo me leva a crer que, caso voltássemos ao sistema antigo, haveria uma sangrenta guerra civil pela discussão do trono. Dom Duarte Pio teria assim que desembainhar a espada, não só contra o fadista do PPM, como contra todos os reis que minam Portugal, um em cada esquina. A competir estariam as Casas Reais do Leitão, da Bifana, do Pato, do Bucho, das Tripas, do Choco Frito, do Entrecosto, da Entremeada, do Courato, das Enguias, das Farturas... Mas não é só no campo da restauração que existem adversários à Casa de Bragança. Numa rápida pesquisa na base de dados HotFrog, descobri também o Rei do Pneu, dos Esquentadores e das Fardas, além de monarquias instituídas à margem de Bulas Papais, como é o caso do Reino Informático. Pessoalmente, se tivesse que nomear um rei, escolhia o el-rei do Choco Frito. Parece que me estou a ver no Terreiro do Paço a assistir à charrette real a passar e a multidão a levar com tentáculos de choco panado no focinho. Menos drástica que a imagem que imagino caso fosse el-rei dos Pneus, ou mesmo o dos Esquentadores. É que levar com um Michelin é capaz de rebentar uma ou outra cremalheira, levar com um Vaillant em cima (mesmo sendo preparado para gás natural e automatizado) nem se fala. E porque falo eu em monarquias? Porque acho injusto termos uma República das Bananas e ainda não me ter sido enviado um cacho da Chiquita, madurinhas, se faz favor.

Nota: Agora de repente lembrei-me da República da Cerveja, no Parque das Nações. Esqueçam os reis, elevem a presidente o Sr. Dr. Sagres, mini.
publicado por Mário às 14:30 | link | comentar | partilhar